//linguagempauta.uvanet.br/index.php/lep/issue/feed Linguagem em Pauta 2026-07-31T22:55:00-03:00 Prof. Dr. Jessé de Sousa Mourão jesse_mourao@uvanet.br Open Journal Systems <p>A revista tem o propósito de viabilizar a publicação de trabalhos acadêmicos na grande área de Letras, tanto de alunos e professores de nossa instituição, como de outras instituições. O intuito é proporcionar mais um meio de publicação científica, tendo como foco todos os níveis acadêmicos, desde graduandos a doutores.</p> <p> </p> //linguagempauta.uvanet.br/index.php/lep/article/view/286 O PODER ENCANTATÓRIO DO RAP “LIÇÃO DE CASA” 2026-06-01T19:28:56-03:00 Luis Felipe Moura da Silveira felipesilveiraa08@gmail.com Maria Margarete Fernandes de Sousa margarete.ufc@gmail.com <p>O rap brasileiro configura-se como uma prática discursiva que ultrapassa o estatuto estético, constituindo-se como espaço de produção de sentidos, disputa simbólica e legitimação no campo literomusical. Nesse contexto, este trabalho tem como objetivo analisar de que modo a redefinição reiterada do rap na canção “Lição de Casa”, do grupo Inquérito, opera como dimensão do discurso, articulando argumentação e autoconstituição, fundamentando-se na Análise do Discurso de base enunciativa (Maingueneau, 1995, 2001, 2008, 2011, 2020), articulada à noção de discurso literomusical constituinte (Costa, 2012). Ainda, adota-se uma abordagem qualitativo-interpretativa, centrada na análise da materialidade verbal da canção, a partir das categorias de cena de enunciação, ethos discursivo e código linguageiro, consideradas de forma integrada à dimensão argumentativa. A análise evidencia que a fórmula anafórica “O Rap é…” funciona como operador discursivo de expansão semântica e mecanismo argumentativo que sustenta a autoconstituição do rap, deslocando-o de um gênero musical para uma prática ética, pedagógica e histórica. Observa-se que a cenografia pedagógica legitima o enunciador como sujeito coletivo e engajado, enquanto o ethos se ancora em uma genealogia de resistência que articula referências periféricas, intelectuais e históricas. O código linguageiro, por sua vez, mobiliza plurilinguismo interno e heterogeneidade discursiva, reforçando a inserção do rap no interdiscurso e sua pretensão de centralidade. Os resultados indicam que a argumentação não se apresenta como técnica persuasiva isolada, mas como dimensão constitutiva do próprio discurso, operando na articulação entre cenografia, ethos e linguagem. Desse modo, a canção não apenas define o rap, mas o institui simbolicamente como instância legítima de produção de sentido, capaz de orientar práticas, construir autoridade e afirmar seu lugar no campo literomusical brasileiro contemporâneo.</p> 2026-07-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Luis Felipe Moura da Silveira, Maria Margarete Fernandes de Sousa //linguagempauta.uvanet.br/index.php/lep/article/view/285 A REFUTAÇÃO REATIVA CONTRA A DÚVIDA 2026-05-28T15:54:30-03:00 Alanna Freitas Santos alanna.freitassa@gmail.com Flávia Cristina Candido de Oliveira Carneiro flavia_candido@uvanet.br <p>O presente trabalho busca explicitar a noção de argumentação para a perspectiva teórica-metodológica enunciativa de Dominique Maingueneau (2010) e apreendê-la em relação à interdiscursividade. Apontamos inicialmente as noções de interdiscurso, em seu sentido forte, da autoridade dos discursos constituintes e as relações interdiscursivas. Por conseguinte, evidenciamos como erige-se o caráter argumentativo em um texto, para o autor, apontando como este não é dado ou constitutivo, mas sim investido ao longo da construção do enunciado situado. De tal modo, a partir de uma análise qualitativa e interpretativa, baseando-se na AD de base enunciativa, interpretamos as relações interdiscursivas que são formuladas com teor argumentativo quanto ao discurso literomusical a partir dos investimentos cenográfico, ético, linguageiro e genérico no rap “Pra Quem Duvidou” (2018), da Quebrada Queer. Relacionamos ainda as noções dos discursos constituintes ao rap investigado. Os resultados apontam que as relações interdiscursivas que são construídas no rap, principalmente com o discurso religioso, assumem um caráter de contra-argumento, e estas ocorrem de tal forma devido a como são investidas as cenas, corporeidades e linguajar.</p> 2026-07-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Alanna Freitas Santos, Flávia Cristina Candido de Oliveira Carneiro //linguagempauta.uvanet.br/index.php/lep/article/view/294 NECROALGORITMIZAÇÃO EM PAUTA 2026-06-15T12:06:25-03:00 Francisco Marques Sampaio professorsampaio37@gmail.com <p>Com o advento da Inteligência Artificial (IA), as mídias digitais perpetuam discursos de ódio e estruturas como o colonialismo, o capitalismo e o racismo (Faustino; Lippold, 2023). Sob o viés da exclusão algorítmica, esses discursos operam como dispositivos que marginalizam minorias sociais, tais como a população negra, mulheres e a população LGBTQIA+. O conceito de necroalgoritmização,<br />proposto por Araújo (2025), é o foco desta discussão, ao demonstrar como algoritmos aparentemente neutros intensificam as exclusões. O estudo inscreve-se nos Estudos Críticos do Discurso, apoiando-se em Mbembe (2018), sobre necropolítica, e Silva (2022), sobre racismo algorítmico. A análise segue os pressupostos da Teoria Semiolinguística de Patrick Charaudeau (2015), tendo como objeto o infográfico<br />de Divulgação Científica (DC), recurso pluricódico que atende às visadas de credibilidade e persuasão. Esta pesquisa é descritiva, com abordagem qualitativa, e adota como corpus postagens coletadas nas redes sociais Instagram e X (antigo Twitter ), as quais servem de subsídio para a observação empírica do fenômeno. As categorias recorrem aos componentes da lógica argumentativa de Charaudeau (2016). Os resultados comprovam que o infográfico de DC constitui um texto pluricódico (Charaudeau, 2005), cujas estratégias discursivas conferem credibilidade à informação por meio das visadas de demonstração, explicação e validação dos fatos sobre a necroalgoritmização. Constatou-se que o dispositivo legitima o sujeito divulgador da ciência sob uma problemática de influência, atuando como forma de denúncia social e de conscientização no combate à exclusão algorítmica.</p> 2026-07-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Francisco Marques Sampaio //linguagempauta.uvanet.br/index.php/lep/article/view/293 DISCURSO DE ÓDIO EM TESE 2026-07-03T17:06:31-03:00 Georgia Carla Barreto Freire georgiabarretofreire@gmail.com <p>Este artigo analisa a HQ “Os Santos – uma tira de humor ódio” como um dispositivo argumentativo multimodal, utilizando-se do recurso do humor como estratégia de persuasão e dramatização de hierarquias sociais que ratificam a desigualdade. Fundamentado na concepção ampliada de argumentação de Amossy (2006, 2016, 2017, 2018, 2020) e na teoria do contrato de comunicação de Charaudeau (2006, 2008, 2014), o estudo examina o episódio 2 da série que compõe a narrativa da HQ, publicada originalmente no Instagram. Metodologicamente, articulam-se as categorias de doxa, ethos, regime polêmico e estratégias de encenação para demonstrar como a progressão narrativa constrói posicionamentos ideológicos sem explicitar uma tese, por meio do contrato de comunicação estabelecido. A análise evidencia a mobilização de saberes de crença que naturalizam o racismo estrutural e outros preconceitos por meio da máscara do paternalismo burguês. Constata-se ainda que o humor, representado no contrato comunicativo, não suspende a argumentação, mas a intensifica por meio de estratégias de argumentatividade sequenciadas pela própria narrativa da HQ marcada no episódio.</p> 2026-07-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Georgia Carla Barreto Freire //linguagempauta.uvanet.br/index.php/lep/article/view/288 A CONSTRUÇÃO ARGUMENTATIVA NO VOTO DA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA SOBRE A ADPF 973 VIDAS NEGRAS 2026-06-25T16:18:53-03:00 Lucas Lourenço Carvalho lucascarvalholc31000@gmail.com Aurea Suely Zavam De Stefani aurea@ufc.br <p>O debate sobre a persistência do racismo estrutural na sociedade brasileira tem revelado, em diversas instâncias jurídicas e sociais, a ineficácia do poder judiciário na garantia da dignidade humana à população negra. Nesse sentido, este trabalho objetiva analisar a construção argumentativa no voto da Ministra Cármen Lúcia em relação à Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental<br />973, popularmente conhecida como ADPF Vidas Negras. A investigação apoia-se em um referencial teórico que concebe o texto como prática efetivamente social e situada (Cavalcante et al ., 2020); aciona as categorias centrais da Linguística Textual, tais como coesão, coerência, progressão temática, intertextualidade e modalização deôntica (Marcuschi, 2008, 2010; Elias, 2016; e Beaugrande e Dressler, 1981); recorre a Almeida (2019) e Carneiro (2023) para compreender o fenômeno do racismo na sociedade brasileira, além de vincular-se ao entendimento do texto jurídico não apenas como um artefato normativo, mas como um evento discursivo, atravessado por valores, posicionamentos e estratégias argumentativas. Metodologicamente, o estudo adota uma abordagem qualitativa e interpretativa ao analisar o voto oral da Ministra Cármen Lúcia, proferido no âmbito do Supremo Tribunal Federal, em julgamento que problematiza a persistência do racismo estrutural na sociedade brasileira e a possibilidade de reconhecimento de um estado de coisas inconstitucional. Para isso, realizam-se os seguintes passos: (i) transcrição e seleção de excertos representativos do voto; (ii) identificação das estratégias linguístico-textuais mobilizadas na construção da tese; (iii) análise interpretativa dos efeitos de sentido produzidos por tais estratégias, considerando o contexto institucional de produção do discurso. Dessa forma, busca-se evidenciar como a organização textual e discursiva do voto contribui para a legitimação argumentativa da tese sobre a inconstitucionalidade dessa problemática, bem como para a ampliação do debate jurídico acerca do racismo estrutural no Brasil.</p> 2026-07-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Lucas Lourenço Carvalho, Aurea Suely Zavam De Stefani //linguagempauta.uvanet.br/index.php/lep/article/view/283 ANÁLISE TEXTUAL DISCURSIVA, ARGUMENTATIVIDADE E NATUREZA GENÉRICA DO GÊNERO TEXTUAL “SENHA DO DIA” 2026-06-30T08:05:24-03:00 Flávia Cristina Candido de Oliveira Carneiro flavia_candido@uvanet.br Maria Margarete Fernandes de Sousa margarete.ufc@gmail.com <p>A pesquisa trata da análise do gênero nativo digital “Senha do dia”, cujo texto foi produzido por um membro do Movimento dos Focolares do Brasil. Originado na Itália, o movimento empenha-se em divulgar, sob uma perspectiva cristã católica, a vivência do Evangelho por meio de uma frase diária acompanhada de um comentário/reflexão. O artigo pretende analisar a estrutura composicional<br />por meio das categorias: textura – proposições enunciadas e períodos – sequencialidade – sequência explicativa – e plano de texto Adam (2011; 2019) bem como a orientação argumentativa (Amossy, 2020) e a natureza genérica (Paveau, 2021). O corpus desta pesquisa se constitui de 31 textos, coletados durante o mês de agosto de 2025 por meio da rede social WhatsApp , denominados no Brasil de “Senha do dia”. Os resultados demonstram que esse gênero nativo digital apresenta em sua estrutura a sequência textual explicativa com variações de uso de epígrafe e inserção de excertos de sequência textual narrativa (Adam, 2011). O texto apresenta o princípio da argumentatividade, segundo Amossy (2020), cujo princípio se faz presente por meio da dimensão argumentativa com os parâmetros da modalidade pedagógica em uma dominância explicativa, além de se configurar em um gênero nativo digital com traços do gênero pré digital Palavra de Vida conforme Paveau (2021).</p> 2026-07-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Flávia Cristina Candido de Oliveira Carneiro, Maria Margarete Fernandes de Sousa //linguagempauta.uvanet.br/index.php/lep/article/view/300 APRESENTAÇÃO 2026-07-31T22:39:41-03:00 Flávia Cristina Candido de Oliveira Carneiro flavia_candido@uvanet.br 2026-07-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 Flávia Cristina Candido de Oliveira Carneiro //linguagempauta.uvanet.br/index.php/lep/article/view/281 EXPEDIENTE 2026-07-31T22:33:33-03:00 lpauta lpauta linguagemempauta@uvanet.br 2026-07-31T00:00:00-03:00 Copyright (c) 2026 lpauta lpauta