ENTRE A FICÇÃO E A CIÊNCIA
THE GREENING OF MARS, DE JAMES LOVELOCK E MICHAEL ALLABY
Palavras-chave:
ficção científica hard, terraformação, gaiaformação, engenharia planetáriaResumo
O engenheiro britânico James Lovelock (1919-2022) teve uma profícua carreira científica interdisciplinar, produziu objetos técnicos e teorias que até hoje auxiliam a pesquisa de habitabilidade em outros planetas, obtendo notoriedade mundial com a hipótese Gaia. Menos conhecida é a produção ficcional do autor, que deu origem ao romance de ficção científica hard The Greening of Mars, escrito com o ensaísta Michael Allaby. Com objetivo de examinar os trânsitos entre a ciência e a ficção na constituição da obra, e a recepção desta publicação nos campos científico e literário, o presente artigo se organiza em três momentos. Inicialmente, a partir de levantamento bibliográfico em literatura especializada, discute-se o tema do livro (terraformação de Marte), o gênero literário no qual se inscreve e as relações da obra com a trajetória científica de James Lovelock. Depois, realiza-se uma pesquisa exploratória da recepção do texto com base na identificação e análise de conteúdo dos excertos que mencionam The Greening of Mars. Por fim, elabora-se uma reflexão sobre os trânsitos entre ciência e ficção no romance de Lovelock e Allaby. Conclui-se que a ficção científica The Greening of Mars tornou-se uma publicação incontornável aos cientistas, os quais ainda discutem e exploram os métodos de gaiaformação por ela propostos. A obra, pioneira nos estudos de terraformação e na constituição da disciplina de engenharia planetária, constitui-se um emblemático exemplo do potencial da ficção na ampliação dos horizontes da ciência.
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