BLUR
Palavras-chave:
Espectralidade, imaginários do passado e futuro, cultura contemporâneaResumo
O artigo explora ideias acerca da sensação de espectralidade na sociedade contemporânea, passando tanto por obras de autores que oferecem leituras da experiência do contemporâneo (Zygmunt Bauman, Achille Mbembe, Fredric Jameson e outros) em articulação com estéticas de ascensão recente, como a vaporwave, e produtos culturais dentro da música, cinema e televisão (de seriados como Mr. Robot a discos como OK Computer) que exploram um futurismo afundado na nostalgia de imaginários passados. A ideia de uma depressão pós-revolução é também explorada, a partir da noção de uma perplexidade do público desses
artefatos midiáticos perante a ausência da materialização de quaisquer expectativas utópicas. No ambiente esfumaçado da contemporaneidade, em que as nuvens tornam o ambiente indeterminado, a imposição de um ato de vontade aparece como uma tentativa de restaurar o que foi destruído.
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